terça-feira, 18 de agosto de 2009

Aumenta a espera pelo transporte público em RG

O serviço de transporte coletivo em Rio Grande é um tema que sempre gera debates. Ontem na Câmara Municipal, mais uma vez os vereadores discutiram a possibilidade de reduzir o custo da passagem de ônibus frente à redução do óleo diesel por parte da Petrobras.

Mas enquanto isso, a empresa Noiva do Mar aumentou o tempo de espera do usuário entre um ônibus e outro, justamente nesta época do ano quando o frio e a chuva dificultam ainda mais o deslocamento dos rio-grandinos que dependem do serviço público. As paradas de ônibus precárias, agora aliadas ao maior tempo de espera, causará transtorno aos usuários, que a partir de hoje devem estar atentos às mudanças - divulgadas apenas no site e no interior dos ônibus. No balneário Cassino, por exemplo, o ônibus, a partir de hoje, passa somente a cada 20 minutos. Além desta, outras linhas da cidade também sofreram alterações.

Espera-se que esta mudança não entre no plano de transporte que está sendo preparado pela Furg à Prefeitura, o qual objetiva readequar o sistema em Rio Grande. Mas antes que este seja debatido e apresentado à comunidade rio-grandina, o tema retorna aos centros de debate devido a esta mudança não justificada. O assunto, inclusive, está sendo discutido em sites de relacionamento como o Orkut, onde os usuários já reclamam da alteração nos horários e apontam as principais dificuldades encontradas por aqueles que dependem deste tipo de transporte.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Merenda nas creches terá o dobro de recursos

Mais de 1,3 milhão de crianças de até três anos serão beneficiadas com a ampliação dos recursos para a alimentação escolar nas creches públicas, filantrópicas e comunitárias. A partir de setembro, o valor destinado à alimentação por aluno será dobrado, o que significa um investimento extra de R$ 17,7 milhões somente em 2009.

A resolução que aumenta o valor da merenda para as creches foi publicada na semana passada no Diário Oficial da União. Além dos R$ 17,7 milhões que serão investidos durante os meses que faltam para o final do ano, a merenda ganhará, em 2010, R$ 59 milhões a mais para a alimentação das crianças nas creches. O valor destinado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) à alimentação por dia letivo é de R$ 0,22 por aluno da educação de jovens e adultos, pré-escola, ensino fundamental e médio. Para as creches, o valor passa a R$ 0,44, o que vai reforçar a qualidade da merenda.

Segundo a Coordenação Técnica de Alimentação e Nutrição do FNDE, as crianças com até três anos necessitam de mais nutrientes, pois o desenvolvimento cerebral, psíquico e físico é mais acelerado nesta fase. “Déficit de proteínas ou carboidratos nessa faixa etária pode causar problemas de saúde irreversíveis”, afirma a coordenadora-geral do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), Albaneide Peixinho.

Ensino Médio - Além do aumento no valor repassado às creches, a alimentação escolar ganhou reforço, em 2009, com a inclusão dos estudantes do ensino médio e da educação de jovens e adultos no Pnae. Com a medida, mais de 12 milhões de estudantes passaram a ter direito à merenda escolar, o que gera um total de 47 milhões de estudantes com direito à alimentação na escola. Os recursos foram ampliados em R$ 400 milhões, passando a mais de R$ 2 bilhões ao ano.Ainda segundo a lei, estados e municípios devem usar 30% dos recursos repassados à alimentação escolar para a compra de produtos da agricultura familiar. Com a medida, mais de R$ 600 milhões por ano são investidos nos produtos, o que estimula os pequenos agricultores e dinamiza a economia local.

Pnae - O Programa Nacional de Alimentação Escolar promove a transferência suplementar de recursos financeiros a estados, Distrito Federal e municípios para suprir, parcialmente, as necessidades nutricionais dos estudantes. O orçamento deste ano é de R$ 2,02 bilhões para atender todos os estudantes da educação básica.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Prefeitura não reajustará tarifa do transporte coletivo em RG

A Petrobras tem mostrado serviço nos últimos anos. Com maior poder de competitividade, a companhia conseguiu reduzir o preço do óleo diesel, o que oportunizará maior lucro a diversos setores e segmentos que dependem deste tipo de combustível.
Em função deste anúncio, na semana passada, a Câmara Municipal de Rio Grande aprovou por unanimidade a redução em 9,6% no valor da tarifa do transporte coletivo na cidade. O debate teve início depois que a Petrobras informou da diminuição do preço do óleo diesel nos postos de combustíveis.
Entretanto, o projeto que reduz o valor da passagem do transporte público não deve sair do Legislativo. Isso porque, segundo a Prefeitura Municipal, a tarifa não sofrerá reajuste até o final do ano - época em que se inicia a discussão quanto ao valor da tarifa, a ser repassado à comunidade. A administração municipal alega que no começo deste ano, a passagem passou de R$ 1,90 para R$ 2,05, R$ 0,05 a menos do valor apresentado como referência pelo Conselho Municipal do Transporte Coletivo. A Prefeitura diz ainda que as duas empresas responsáveis pelo serviço no Município atuaram com o aumento de 12% do óleo diesel em julho, sem aumentar o custo da tarifa.
Ora, a intenção da Petrobras é justamente levar até o contribuinte um óleo diesel mais barato, uma vez que a estatal tem apresentado bons índices de lucratividade. Mas para que o benefício seja aproveitado pela população mais carente, a qual depende do transporte público, é preciso bom senso por parte das prefeituras, que devem estar ao lado da comunidade, garantindo economia a seus moradores e não às empresas que já lucram o suficiente com a concessão do serviço. Espera-se que o debate não seja encerrado na Câmara Municipal, e que os vereadores dispostos a lutar pelo bem dos usuários de ônibus consigam dar a repercussão devida a tal debate.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Dois óbitos confirmados pela Gripe A em RG

O Centro Estadual de Vigilância em Saúde, da Secretaria da Saúde do Estado, divulgou ontem que recebeu da FioCruz a confirmação de mais cinco mortes causadas pela gripe A (H1N1) no Estado. Entre estes, encontra-se o segundo caso confirmado de óbito devido à doença em Rio Grande: o de uma mulher de 41 anos (inicialmente a idade divulgada foi 43 anos), que faleceu no dia 23 de julho. Ela foi a primeira vítima fatal da doença na cidade. No final de semana, a FioCruz já tinha confirmado que o soldador pernambucano de 24 anos, que morreu em 27 de julho no Município, também foi vítima da gripe A.

A Secretaria Municipal de Saúde também recebeu resultado positivo da análise do material coletado de uma gestante de 25 anos que esteve internada, foi medicada com Tamiflu, esteve na UTI, mas passou pelo ciclo da doença e deu alta no último dia 3, já encontrando-se em casa. O marido dela, de 41 anos, faleceu dia 1º de agosto. Além destes casos, há um considerado positivo por vínculo epidemiológico, que é o marido da mulher de 41 anos que faleceu em 23 de julho. Conforme a secretária municipal de Saúde, Zelionara Branco, ele tinha toda a sintomatologia, não fez o exame de secreção, mas fez tratamento e está bem. Assim, no total, Rio Grande registra quatro casos confirmados de gripe A, dos quais dois óbitos.

Ontem, na Santa Casa, estavam internados seis pacientes com suspeita de gripe A, sendo três na UTI e três em isolamento. E no Hospital Universitário da Furg, havia um na UTI. (Fonte: Jornal Agora)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Estacionamento rotativo adia novo planejamento à cidade

Depois de passar por duas licitações e diversos trâmites legais, o projeto que prevê a privatização do estacionamento no centro de Rio Grande foi assinado ontem. Com isso, a Prefeitura Municipal passa para a empresa Rek Parking o direito de cobrar por, inicialmente, 1,3 mil vagas de estacionamento no Centro da cidade. Segundo a administração municipal, a intenção é proporcionar o rodízio entre os veículos que procuram por espaço nesta área, uma vez que muitos motoristas têm dificuldade em encontrar estacionamento.
Entretanto, com o crescimento significativo do número de veículos, o estacionamento rotativo não deverá sanar outros problemas como o congestionamento em horários de pico, assim como o trânsito conturbado que atualmente caracteriza o centro. Para tanto, se faz necessário não só encontrar uma maneira de oportunizar o rodízio de veículos - este, deve-se lembrar, será pago pelo contribuinte, o quel já tem gastos diversos com impostos locais - mas fazer um novo planejamento, descentralizando os principais serviços ali localizados, como agência dos Correios, lotéricas, bancos, hotéis, restaurantes entre outros estabelecimentos comerciais.
Rio Grande passa por um momento ímpar, onde novas oportunidades de emprego, seja pela instalação de novas indústrias ou empreendimentos ligados à área portuária, são anunciadas a cada mês. Mas, em contrapartida, o Poder Executivo Municipal deve garantir a infraestrutura necessária para bem atender tanto seus moradores, quanto os novos empreendedores. Enquanto a comunidade preocupa-se em se atualizar, se capactitar para a aproveitar as novas oportunidades, é dever da Prefeitura proporcionar um serviço de transporte coletivo de qualidade, atendimento à saúde, facilidade de deslocamento, educação, além de projetos os quais atendam os setores de habitação, saneamento básico. É válido lembrar que boa parte destas demandas estão sendo viabilizadas graças ao empenho do governo federal, que apostou na cidade e não a deixou à mercê dos possíveis casos os quais levam à fevelização de um local que passa por um crscimento ecnômico repentino, o que justamente aconteceu com Rio Grande com a consolidação do polo naval.
O esacionamento rotativo é uma medida que não solucionárá os problemas de transporte e trânsito, apenas adia uma decisão muito mais séria que é a de rever a cidade como um todo. A empresa vencedora do processo licitatório terá 180 dias para dar início às atividades. O estacionamento rotativo compreende o quadrilátero das ruas Riachuelo à Silva Paes e Fernando Duprat da Silva até a rua Conselheiro Pinto Lima, e prevê de 1,3 mil a 3 mil vagas dentro dessa região. A exemplo de outras cidades do Estado, o estacionamento vai funcionar através de parquímetros. Há quatro anos, a frota de veículos do Rio Grande era de 40 mil. Hoje, já são 70 mil veículos disputando cerca de 1,1 mil vagas no centro da cidade.
A Rek Parking venceu a licitação em maio deste ano. A empresa fez a oferta para o Município de 28% sobre a receita bruta mensal aferida. O repasse, segundo a administração pública, será destinada ao Fundo Municipal de Trânsito e Transportes, e aplicado nas áreas de educação e sinalização de trânsito.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

MP pede licitação para nova concessão à Estação Rodoviária de Rio Grande

O Ministério Público Estadual, através da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Rio Grande, ajuizou ação civil pública contra o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) e a empresa Estação Rodoviária do Rio Grande Ltda.
Na ação, o promotor José Zacchia Alan solicita ao Poder Judiciário o fim da concessão da Rodoviária Estadual de Rio Grande, e que o Daer seja condenado à obrigação de retomar o serviço da rodoviária no Município ou abrir licitação para a seleção de empresa concessionária. A intenção é estabelecer um prazo para a realização da licitação.
De acordo com o promotor, a ação baseia-se em fatos apurados em inquérito civil, onde consta a informação de quem em 1989, após promulgação da Constituição Federal, o Daer prorrogou a concessão preexistente por 20 anos sem promover processo público de seleção. Além disso, o prazo da concessão prorrogada expirou em fevereiro deste ano. Zacchia Alan fala que, até agora não existe histórico de que o Daer tenha o objetivo de realizar procedimento licitatório.
Outra questão verificada no inquérito é que em 1989 a concessão estava com uma pessoa, a qual posteriormente a transferiu para familiares e estes para a empresa Estação Rodoviária do Rio Grande Ltda, sendo que o CNPJ permaneceu o da pessoa que era concessionária no momento da prorrogação. Conforme o promotor, para um processo de transferência se faz necessária anuêncio do Daer, impossibilitando a licitação. O objetivo do MP é regularizar a situação, através de nova concessão.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Número de óbitos de casos supeitos aumenta em Rio Grande

O número de casos de suspeita da gripe A (H1N1) tem crescido em Rio Grande. Até o momento, seis pessoas morreram com a suspeita, uma vez que o resultado dos exames ainda não foi entregue.
A cidade é polo da região, e recebe pacientes de localidades como Santa Vitória do Palmar, local de origem do último óbito. Ontem, uma mulher de 45 anos morreu em Rio Grande com suspeita da gripe após ter sido transferida.Depois de registrar tal número alarmante de mortes por possível decorrência da gripe A (H1N1), a Prefeitura Municipal de Rio Grande resolveu ampliar o atendimento em quatro postos de saúde da cidade. Além disso, pretende reorganizar as visitas em hospitais. Até a tarde desta terça-feira, o Município registrava 15 casos suspeitos, dois pacientes isolados, quatro transferidos para os quartos e três que permaneciam na UTI da Santa Casa, e o Hospital Universitário um paciente na UTI, além de quatro isolados.
Na tentativa de combater o alastramento do número de casos suspeitos da gripe A em Rio Grande, a Secretaria Municipal de Saúde recomendou a suspensão de atividades as quais reúnam grande número de pessoas, como medida de prevenção contra a gripe A. A ideia é evitar aglomerações e a circulação de pessoas de um lugar para outro. Também recomendou a suspensão de procedimentos eletivos, como cirurgias sem urgência, para não ocupar leitos que podem vir a ser necessários para internação em decorrência desta gripe.
Um Comitê Central foi formado ainda para monitorar semanalmente as ações e acompanhar os casos suspeitos.

Abaixo, algumas informações que esclarecem e combatem a gripe A (H1N1):
- O vírus em uma maçaneta ou superfície lisa pode durar até 10 horas;

- O álcool em gel mata o vírus e deve ser usado para lavar as mãos;

- O contágio dá-se pela umidade (mucosa do nariz, boca e olhos), já que o vírus não alcança mais de um metro de distância. A via aérea não é a forma de contágio mais eficiente;

- Evitar passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca contribui para diminuir o contágio. Lavar as mãos mais de dez vezes por dia;

- O período de incubação do vírus dura em média de cinco a sete dias, e os sintomas aparecem quase imediatamente;

- O vírus não é mortal. O que ocasiona a morte é a complicação da doença causada pelo vírus, a pneumonia;

- Familiares de pessoas que faleceram podem ser portadores e formar uma rede de transmissão;

- A água de tanques ou caixas de água não transmite o vírus, porque contém químicos e está clorada;

- O vírus pode ser encontrado no ambiente quando um portador espirra ou tosse, deixando o vírus em superfícies lisas como maçanetas, dinheiro, papel, documentos, ou sempre que houver umidade. Uma vez que o ambiente não está esterelizado, recomenda-se extrema higiene das mãos;

- Pessoas asmáticas estão mais propensas ao vírus. Mas ao se tratar de um novo germe, todos são igualmente suscetíveis;

- O vírus encontra-se em uma população entre 20 e 50 anos;

- A máscara para cobrir a boca de boa qualidade pode até amenizar ocontágio. No entanto, quando não se está doente o vírus, pelo seu tamanho, atravessa, criando na zona entre o nariz e a boca um microclima úmido próprio ao desenvolvimento viral. A máscara deve ser usada apenas pela pessoa infectada, evitando novos contágios;

- O vírus pode ser combatido pelo sol, por mais de cinco dias no meio ambiente, pelo sabão, os antivirais e álcool em gel;

- Nos hospitais, para evitar contágios a outros doentes que não têm o vírus, é feito o isolamento. não há nenhum risco de contágio.