quarta-feira, 24 de junho de 2009

Alerta aos cruzamentos na BR-392

Na manhã de ontem, um acidente envolvendo cinco caminhões resultou na morte de um caminhoneiro, em Rio Grande. O fato aconteceu no quilômetro 8,8 da BR-392, estrada que liga Rio Grande a Pelotas, próximo a um posto de gasolina, na Barra.
O acidente ocorreu depois que um motorista não conseguiu controlar o veículo, o que ocasionou na batida à fila formada devido à manobra de um trem no cruzamento rodoferroviário. O engavetamento envolveu cinco caminhões. O segundo caminhão da fila acabou sendo pressionado à traseira do primeiro veículo, quando o motorista ficou preso às ferragens e não resistiu.
Trata-se de um episódio triste mas que deve ser noticiado para que tais acidentes não ocorram novamente. O local possui sinalização, mas o trecho requer maior atenção. Por isso, em julho de 2008, a Justiça Federal - após incidente na mesma rodovia, em Pelotas, quando pai e filho morreram em um cruzamento -, determinou a implantação de cancelas eletrônicas em alguns cruzamentos da BR-392: quilômetros 8,9 (Estrada da Barra); 32 (Domingos Petroline); 65 (Pelotas); 1,6 (Porto Novo) e 3,9 (Barra).
A determinação foi do procurador da República de Rio Grande, Michael Barros Gonçalves, que apontou a necessidade de os equipamentos serem instalados em 30 e 70 dias (a contar de julho do ano passado) por parte da concessionária da rodovia, a Ecosul, e da empresa responsável pelo serviço ferroviário, América Latina Logística (ALL). A medida tem como objetivo garantir maior segurança aos motoristas que trafegam pela rodovia federal, considerada uma das mais movimentadas do Estado devido ao fluxo intenso originado pelo transporte de cargas ao porto rio-grandino.
Entretanto, as empresas entraram com recursos e as medidas não saíram do papel. Um ano depois, mais uma vítima foi notificada em cruzamentos entre linhas de trem e a BR-392. Será que a instalação das cancelas não teria evitado o choque, uma vez que existiriam também placas sinalizando a existência do equipamento no cruzamento, alertando os motoristas? Lembrando que o fato aconteceu por volta das 10h de uma manhã chuvosa. A comunidade espero que as autoridades competentes resgatem o caso para que as devidas precauções sejam tomadas.

terça-feira, 23 de junho de 2009

"Estrada mal planejada - RS da morte"

Rio Grande é cercada pelas águas e por isso a umidade relativa do ar é superior a de outros municípios. Agora imaginem em noites em que a cerração toma conta dos campos, como ficam as estradas da região? Apenas a luz e a sinalização refletiva conduzem os motoristas em noites e dias com tais características climáticas. Mas e quando estas são inexistentes?
Esse é o cenário da atual RS-734, estrada que liga o centro da cidade ao balneário Cassino. Com as obras de duplicação, a via que já é estreita torna-se ainda mais perigosa em trechos onde as construtoras alteraram seu percurso normal, deixando os motoristas à mercê do destino. Por isso, os condutores devem redobrar a atenção, a fim de evitar acidentes como o ocorrido na última quinta-feira, quando um ciclista morreu após chocar-se a um micro-ônibus.
A falta de sinalização correta e de iluminação na pista são reclamações constantes por parte dos moradores, que diariamente driblam o perigo ao caminhar junto ao acostamento que, segundo eles, não existe em alguns trechos.Com a obra, a pista muda de forma a cada semana, fazendo com que até moradores do balneário não conheçam o trecho percorrido há diversos anos.
Por isso, a atenção e a responsabilidade por parte do governo do Estado deveriam ser redobrados, para assim evitar mais mortes no perímetro, enquanto a tão sonhada duplicação é executada. Entretanto, o que pode ser notado no local é o descaso por parte do governo Yeda.Os moradores alegam que, se durante a obra não existe sinalização adequada, após sua conclusão a rodovia deverá ficar ainda mais perigosa.
Ontem à noite, durante manifestação realizada no quilômetro 5,5 da RS-734, moradores protestarem e ainda lembraram dos amigos, vizinhos e familiares perdidos em atropelamentos na referida rodovia. Parte deles também quase tornou-se estatística, uma vez que os perigos são diários devido, principalmente, à falta de iluminação.De acordo com os moradores, carroças, bicicletas e pedestres acabam tendo que andar pela pista devido a falta de acostamento. Para eles, a mudança seguida do sentido da pista, sem informação ou sinalização, à comunidade e
usuários contribuem ainda mais para a ocorrência de acidentes, inclusive fatais.
Em uma das faixas levadas à manifestação, destacavam a seguinte mensagem: "Estrada mal planejada - RS da morte", referindo-se à duplicação.
Esperamos que o governo tucano volte sua atenção ao sul do estado ou que na próxima visita da governadora à cidade ela se desloque pela estrada ao invés de apenas sobrevoá-la de helicóptero.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

CONCURSO MAGISTÉRIO: Professores se aglomeram para apresentar títulos

O concurso para magistério da Prefeitura Municipal vem enfrentando problemas desde seu primeiro edital.
A prova realizada em 21 de dezembro de 2008 precisou ser anulada pois a última seleção apontada pelo edital exigia somente prova de conhecimento, e não a prova de títulos dos classificados. A Emenda Constitucional 53/2006 estabelece que é obrigatório no concurso público para o magistério a exigência da prova de conhecimento e de títulos. Por isso, o Executivo foi obrigado a realizar nova seleção pública, ocorrida em 24 de maio deste ano.
Mas a marcação de uma nova data não evitou o descontentamento por parte dos candidatos. A decisão da anulação causou indignação por parte de alguns candidatos que tiveram uma boa colocação no concurso.
Entretanto, ontem à tarde, dia marcado para a apresentação dos títulos, a Secretaria Municipal da Fazenda ficou lotada. Além disso, a falta de infraestrutura e de atendentes deixou os candidatos aprovados na primeira etapa do processo inconformados.
Ao todo, mais de 3.026 candidatos disputaram 40 vagas no concurso do magistério municipal para os níveis I e II,sendo estas distribuídas em 13 áreas da educação. O acréscimo foi de quase 600 candidatos em relação ao primeiro concurso, anulado por determinação judicial. Segundo a chefe do setor de Concursos da Secretaria de Administração (SMA), Neusa Atallah, o cargo mais disputado é o de professor para séries iniciais nível I, com 660 candidatos para quatro vagas.

sábado, 20 de junho de 2009

A necessidade de transformar e qualificar o transporte em Rio Grande

A audiência pública sobre o transporte coletivo em Rio Grande mostrou o descontentamento da comunidade frente aos diversos problemas. A falta de fiscalização do serviço e a maneira como é conduzido o sistema - através de uma concessão que se estende até 2012 - contribuem para a insatisfação popular.
A transparência nas licitações, o debate com os usuários e o respeito ao cidadão são as principais metas da Frente Popular, que através de ações, como esta audiência pública, busca tratar o asunto de forma aberta, junto ao principal interessado: o usuário.
A comodidade, a pontualidade e número de horários foram apenas alguns dos temas abordados durante o evento, realizado em Rio Grande na última sexta-feira.
O Município, por sua vez, chegou de forma tardia com a notícia de que um plano de mobilidade está sendo executado para a cidade chega, quando acidentes nem sempre podem ser evitados. Além da oferta de um melhor serviço de transporte coletivo - através de ações imediatas para diminuir o valor da passagem, evitar possíveis casos de superlotação e de desconforto aos idosos e portadores de necessidades especiais, passe livre e diário aos estudantes, independente da grade curricular - a comunidade precisa de alternativas e medidas viárias como a construção de ciclovias, a implantação de corredores de ônibus, entre outras.
No entanto, é necessário lembrar que falar de trânsito é falar sobre a descentralização dos principais serviços públicos e bancários, com a criação de outro centro contendo ainda agências dos correios, restaurantes, comerciantes e supermercados. A frota cresce a cada dia, e as chances de acontecer um acidente são cada vez maiores.
Assim, a audiência pública proporcionou à comunidade o questionamento direto aos representantes das empresas e ao secretário municipal Enoc Guimarães. Na ocasião, muitas dúvidas foram esclarecidas e outras questões abordadas pelos vereadores.
Agora é esperar até agosto, mês em que o Executivo Municipal deverá entregar o raio-x do transporte coletivo da cidade, para então acompanharmos a montagem de um plano de transporte e trânsito. Espera-se que até lá outras ruas não sejam asfaltadas sem planejamento, e outras rótulas e aneis viários não apareçam em locais estreitos até a reformulação do sistema viário do município de Rio Grande.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Transporte coletivo em debate em Rio Grande

Nesta sexta-feira, 19, a Câmara d Municipal será palco de mais um debate sobre o serviço de transporte coletivo prestado no município. A comunidade deve lotar o Plenário, a partir das 14h, visando ao debate aberto do sistema.
O sistema de transporte coletivo é um dos assuntos mais polêmicos, uma vez que o serviço é realizado por apenas duas empresas, sendo que uma detém quase que 90% das linhas existentes dna cidade. A falta de fiscalização por parte da administração municipal deverá ser outra questão abordada, devido às reclamações frequentes por parte dos usuários.
Na ocasião, os parlamentares petistas pretendem apresentar reivindicações, questionamentos e demandas apontadas pela própria comunidade durante os primeiros meses deste ano, além de antigos problemas levantados pelos usuários.
Entre os temas a serem discutidos, estão o critério estipulado para o cálculo da tarifa de transporte coletivo; a superlotação de ônibus em determinadas linhas e os horários disponibilizados a alguns trajetos.
A iniciativa é dos vereadores do PT - Cláudio Costa, Francisco Spotorno, Alexandre Lindenmeyer - e também foi assinada pelos parlamentares Nando Ribeiro (PCdoB), Giovane Moralles (PSB) e Carlos Mattos (PPS) e aprovada por unanimidade.Para tanto, foram convidados a participar da audiência pública integrantes de sindicatos, associações de bairros, movimentos sociais e estudantis, além da comunidade em geral.
A futura integração das linhas, a bilhetagem eletrônica e o plano de transporte do Município deverão ser outros assuntos abordados durante o evento. Esperamos que representantes das empresas e da Prefeitura apresentem soluções para os problemas apontados, devido à importância da mobilidade urbana para o desenvolvimento social e econômico do Município.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Estado demora para repassar área da P-55

A previsão de que as primeiras contratações visando a construção dos módulos à plataforma de petróleo P-55, em Rio Grande, não foi cumprida. A intenção era que as admissões se iniciassem no início deste mês. No entanto, até o momento a área não foi liberada pelo Governo do Estado.
A reclamação parte do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos do Rio Grande. O repasse da área se faz necessário para a instalação do canteiro de obras do consórcio responsável pela construção dos módulos da P-55.
Segundo o tesoureiro do sindicato, Edelmar Dias Vieira, aproximadamente 4 mil pessoas deverão atuar no projeto, o qual tinha um cronograma de atividades previsto para se iniciar em junho de 2009. Entretanto, ainda segundo Vieira, a previsão é de que as contratações comecem apenas no final de setembro. Para a classe, de acordo com ele, o mais importante é garantir os empregos, ainda mais depois que grande parte dos associados investiram em cursos de qualificação. Mas, o que parecia ser a garantia de um futuro promissor, está causando apreensão entre os metalúrgicos, devido à demora do repasse da área.
A falta de agilidade por parte da Autoridade Portuária e pelo Governo do Estado pode defasar em quatro meses a contratação dos trabalhadores. Já o superintendente do Porto, Janir Branco, em entrevista ao jornal Agora, garantiu que o atraso será de no máximo um mês.
O governo federal fez sua parte: creditou e acreditou na comunidade rio-grandina ao oportunizar a vinda de mais plataformas, consolidando de vez o porto como polo naval.
No entanto, o governo estadual precisa entender a necessidade de garantir à população local os empregos previstos.
A área a ser ocupada pertencia à Bunge. Para ser utilizada pelas empresas do consórcio responsável pela P-55, o Porto cedeu outra área à empresa de fertilizantes. Além disso, um dos pavilhões contidos na área onde será instalado o canteiro de obras da plataforma encontra-se interditado pelo Ministério do Trabalho, devido à morte de um funcionário que caiu de uma esteira com quase dez metros de altura. Atualmente, a Bunge está utilizando outras duas naves centrais, maiores que o pavilhão interditado.
Além disso, o acordo feito entre a SUPRG, Queiroz Galvão, e a Bunge (visando ao repasse da área) acarretou também no aluguel de armazéns infláveis para a Bunge, enquanto sua nova planta é construída no Distrito Industrial. Por mês, o Porto paga R$ 13 mil pelo aluguel dos armazéns.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Vida ao Camelódromo

Há mais de um ano, em 20 de abril de 2008, parte do Centro de Comércio Informal foi atingido por um incêndio, o qual consumiu diversas bancas localizadas ao lado do Tribunal Regional do Trabalho, em Rio Grande.Logo após o sinistro, a administração municipal prometeu ajudar aos camelôs na recuperação de suas bancas, mais uma classe vítima de tantos incêndios registrados na cidade nos últimos anos - além do Paço Municipal, do Hospital Psiquiátrico, do ônibus da Cotista, de um cartório no Centro da cidade.No entanto, a expectativa dos trabalhadores de que o espaço fosse reerguido antes da data máxima do comércio, o Natal, não aconteceu.
De lá pra cá passaram-se mais seis meses e somente hoje à tarde os envelopes contendo propostas a fim da recuperação do Camelódromo serão abertos, fato que ocorreu após um acordo entre a Prefeitura e a Justiça do Trabalho, uma vez que este último órgão tem interesse em ampliar seu prédio, utilizando parte do terreno antes pertencente ao Centro de Comércio Informal.
Esta será a segunda tentativa do Executivo, já que na primeira licitação não apareceram interessados. O novo cronograma prevê que as obras comecem então no segundo semestre deste ano. O valor estimado para a obra é de R$ 90.570,00. Enquanto isso, os camelôs trabalham de forma improvisada. A precariedade da infraestrutura tem trazido problemas aos proprietários, que enfrentam o frio, a chuva e os ventos fortes para atender os clientes. Além disso, o movimento diminuiu bastante no local improvisado.
Assim como o Paço Municipal, atingido pelas chamas em abril de 2006, a recuperação do Camelódromo acontecerá bem