O governo brasileiro intensificou as ações de vigilância em saúde e controle sanitário nos pontos de entrada no País para prevenir possíveis casos de influenza (gripe) suína no Brasil. No último final de semana - depois do alerta da Organização Mundial de Saúde (OMS) - foi criado o Gabinete Permanente de Emergência, formado por representantes do Ministério da Saúde (MS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
O grupo se reúne todos os dias, em Brasília, para monitorar a situação e indicar as medidas adequadas ao País.Até agora, nenhum caso da doença em humanos foi registrado no Brasil. Alguns casos de pessoas com suspeita de terem o vírus foram afastados e outras aguardam a realização de mais exames. Segundo o diretor da Anvisa, José Agenor Álvares, não há motivo para pânico. "A preocupação é das autoridades sanitárias para que o problema não chegue ao País e para que os casos suspeitos tenham o devido encaminhamento", disse.Segundo o MS, desde 2005, o Brasil tem um plano de preparação para o enfrentamento de uma possível pandemia de influenza e conta com uma rede de vigilância para monitorar a circulação de vírus respiratórios. Nos postos da Anvisa há 1.287 fiscais, e, em todo o País, 49 hospitais de referência estão preparados para atender casos como o da gripe suína. As secretarias estaduais de Saúde já estão orientadas para monitorar e detectar casos suspeitos de doenças respiratórias agudas.Em Rio Grande, devido sua condição de cidade portuária, operando navios de diferentes países do mundo, já recebe atenção, apesar de não ter, até o momento, programação de chegada de nenhum navio dos EUA, México e Canadá - onde foram verificados casos da doença. Mesmo assim, a Anvisa (que sempre fiscaliza as embarcações que chegam ao porto), está determinada a redobrar a análise documental dos navios, por meio da qual é verificada a origem deles.Conforme a chefe do posto portuário da Anvisa, Ana Maria Gagliardi Gonçalves, a gência que diz se um navio pode entrar no porto e operar, após fazer uma triagem em todas as escalas dele. Nesta triagem, é verificado onde o navio esteve nos 30 dias anteriores a sua chegada e se um dos países em que esteve apresenta algum tipo de doença. Esse trabalho é feito sempre e agora será mais focado na verificação de possibilidade de casos de pessoas com sintomas de gripe suína.Os comandantes de navios têm que comunicar à Anvisa qualquer caso suspeito a bordo comm, no mínimo, 24 horas de antecedência. E caso venha a acontecer de um tripulante apresentar sintomas suspeitos, o navio fica fora do porto e o plano de contingência (o da gripe aviária será adaptado para esse caso) é acionado. A partir daí, a Coordenadoria da Anvisa no Rio Grande do Sul é informada e deverá determinar o hospital de referência que irá receber o paciente. Também são informadas a Marinha, a Superintendência do Porto (Suprg) e a Vigilância Epidemiológica. Vários órgãos e instituições atuam neste plano.No entanto, como a questão da gripe suína é muito nova, a Anvisa deverá reunir-se com a Marinha e a Suprg para discutir melhor as medidas que serão adotadas. A Divisão do Meio Ambiente da Suprg informou, por meio de sua assessoria, que o porto rio-grandino está dentro do plano nacional de contingência da influenza, que inclui a gripe suína, e todos os terminais já foram treinados para colocar o plano em prática. A assessoria da Suprg também observou que não há previsão de nenhum navio dos EUA, México ou Canadá previstos para operação no Porto do Rio Grande.
Outras medidas de controle - Desde a noite da última sexta-feira, quando o Brasil recebeu o alerta OMS, os voos que vêm do México e dos Estados Unidos são monitorados. Em caso de suspeita da doença, um servidor da agência e um médico da Infraero entram na aeronave para examinar o paciente, que pode ser encaminhado para um hospital de referência. Os passageiros das poltronas próximas são monitorados pela agência. Os dados de todos os pacientes constantes da Declaração de Bagagem Acompanhada (DBA), documento que contém informações relativas à saúde do passageiro, são armazenados pelas companhias aéreas para o caso de ser necessário contato futuro.Nos aeroportos que recebem voos internacionais, desde domingo são feitos avisos sonoros com informações sobre a doença. A Anvisa também já está distribuindo material educativo. Inicialmente, foram impressos 140 mil folhetos em português, inglês e espanhol e novas publicações continuarão a ser feitas de acordo com a necessidade e com a mudança nas orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Já há autorização para a impressão de um milhão de folhetos.
Entenda a doença - O tipo atual de gripe suína, ao que tudo indica, se tornou transmissível ao homem depois de uma mutação que gerou um novo subtipo do vírus. A transmissão acontece pelo ar ou por contato direto com secreções de pacientes infectados. Os sintomas também são parecidos com os da gripe comum: febre alta repentina acima de 38 graus, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações. Ainda não existe vacina para a gripe suína, mas há remédios eficazes, que estão sendo usados nos países onde há casos da doença. O consumo de produtos de origem suína, como a carne, por exemplo, não representa risco à saúde das pessoas.Segundo o Ministério da Saúde, quem esteve nos países afetados nos últimos dez dias e apresentar algum sinal da doença deve procurar a unidade de saúde mais próxima. Quem for viajar para alguma das áreas mais afetadas deve ficar atento às recomendações dos governos locais. A OMS não recomendou restrições de viagens às áreas afetadas nem de entrada de passageiros vindos desses países.
terça-feira, 28 de abril de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Redes de cooperação e cadeias produtivas solidárias
O Plano Setorial de Qualificação Social e Profissional em Economia Solidária (PlanSeq EcoSol 2008) já possui as entidades selecionadas para execução do projeto, com recurso na ordem de R$ R$ 3.757.138,75.
Este PlanSeq foi criado em parceira com a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego e a Secretaria Nacional de Economia Solidária e destina-se a 5.335 trabalhadores de empreendimentos econômicos solidários organizados em Redes de Cooperação já existentes e redes em processos de constituição. O plano atuará nos segmentos da Pesca, Agricultura, Artesanato, Comércio Justo e Confecções (têxtil).
Para enfrentar os principais obstáculos apontados pelas redes/empreendimentos - tais como a sustentabilidade econômica, social e ambiental - o Comércio Justo estará presente como eixo transversal. Além disso, o PlanSeq EcoSol buscará contemplar a demanda dos trabalhadores do campo do cooperativismo social, estabelecendo como prioridade as pessoas com transtorno mental, especialmente as participantes de ações de geração de trabalho e renda acompanhadas pelo Programa de Saúde Mental do Ministério da Saúde.
As entidades selecionadas para este PlanSeq foram: Instituto Tecnológicos de Estudos Agrários e Cooperativistas (ITAC); Grupo Colméias; União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar (UNICAFES); Instituto Regional da Pequena Propriedade Apropriada (IRPAA); Cooperativa Mista dos Pequenos Produtores Rurais e Urbanos (COOESPERANÇA); Fundação José Bonifácio da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e Onda Solidária . Todas as Redes estão em processo de formalização de convênios. Como primeira atividade do PlanSeq, será realizado um seminário de formação dos formadores de todas as redes, para planejamento e delineamento do projeto políticopedagógico.
Este PlanSeq foi criado em parceira com a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego e a Secretaria Nacional de Economia Solidária e destina-se a 5.335 trabalhadores de empreendimentos econômicos solidários organizados em Redes de Cooperação já existentes e redes em processos de constituição. O plano atuará nos segmentos da Pesca, Agricultura, Artesanato, Comércio Justo e Confecções (têxtil).
Para enfrentar os principais obstáculos apontados pelas redes/empreendimentos - tais como a sustentabilidade econômica, social e ambiental - o Comércio Justo estará presente como eixo transversal. Além disso, o PlanSeq EcoSol buscará contemplar a demanda dos trabalhadores do campo do cooperativismo social, estabelecendo como prioridade as pessoas com transtorno mental, especialmente as participantes de ações de geração de trabalho e renda acompanhadas pelo Programa de Saúde Mental do Ministério da Saúde.
As entidades selecionadas para este PlanSeq foram: Instituto Tecnológicos de Estudos Agrários e Cooperativistas (ITAC); Grupo Colméias; União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar (UNICAFES); Instituto Regional da Pequena Propriedade Apropriada (IRPAA); Cooperativa Mista dos Pequenos Produtores Rurais e Urbanos (COOESPERANÇA); Fundação José Bonifácio da Universidade Federal do Rio de Janeiro; e Onda Solidária . Todas as Redes estão em processo de formalização de convênios. Como primeira atividade do PlanSeq, será realizado um seminário de formação dos formadores de todas as redes, para planejamento e delineamento do projeto políticopedagógico.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Saúde inicia campanha para vacinar idosos contra gripe
O Governo Federal lançou esta semana, a 11ª Campanha Nacional de Vacinação do Idoso, com o slogan “Deixe a gripe na saudade”.
A meta é imunizar 80% da população com 60 anos ou mais - cerca de 15,5 milhões de pessoas - e reduzir o número de óbitos e internações causadas pela gripe e suas consequências. Trata-se de uma medida preventiva muito importante, prática, simples, de fácil realização e com grande impacto para a saúde da população.
De 25 de abril até 8 de maio, a vacina estará disponível gratuitamente em aproximadamente 65 mil postos de todo o País, que abrirão excepcionalmente neste sábado, 25, das 8h às 17h. Ao todo, 241 mil pessoas participarão da mobilização, que contará com 27 mil veículos - terrestres, marítimos e fluviais. Foram investidos R$ 162 milhões para a compra de 21 milhões de doses da vacina e montagem da infraestrutura da campanha.
Vírus - Mesmo quem tomou a vacina no ano passado deve procurar o posto de saúde. A cada ano há uma mudança no padrão dos vírus que circula no País. Por isso, a vacina desse ano é diferente da aplicada no ano passado. Entre a população com 60 anos ou mais, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Com a vacina, temos um impacto muito grande na qualidade de vida das pessoas e na redução das complicações da gripe, como pneumonia, sinusite e problemas respiratórios.
Cenário - Desde o início da imunização, em 1999, tem sido constatada uma redução importante de casos de influenza entre os idosos, principalmente para as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Até 2007, a meta mínima para cobertura vacinal estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) era de 70% da população alvo. Em 2008, foi ampliada para 80%. Nesses últimos dez anos, as coberturas vacinais têm superado as metas estimadas. Em 2008, mais de 14 milhões de idosos foram imunizados, o que representa uma cobertura de 87% da população, superando a meta estabelecida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em duas décadas, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos, o que requer políticas públicas específicas que garantam um envelhecer saudável. As causas de morte nessa população, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, seguem um mesmo padrão: redução gradual das doenças infecciosas e aumento das crônicas e degenerativas, em especial as cardiovasculares e respiratórias.
Quem pode se vacinar - Todas as pessoas com 60 anos ou mais e a população indígena (acima de seis meses de vida). A Campanha Nacional de Vacinação será realizada no período de 25 de abril a 8 de maio.
Contraindicações - Não deve tomar a vacina quem tem alergia à proteína do ovo. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos (seja por problemas genéticos, imunodeficiência ou terapia imunossupressora) devem primeiro consultar o médico.
A meta é imunizar 80% da população com 60 anos ou mais - cerca de 15,5 milhões de pessoas - e reduzir o número de óbitos e internações causadas pela gripe e suas consequências. Trata-se de uma medida preventiva muito importante, prática, simples, de fácil realização e com grande impacto para a saúde da população.
De 25 de abril até 8 de maio, a vacina estará disponível gratuitamente em aproximadamente 65 mil postos de todo o País, que abrirão excepcionalmente neste sábado, 25, das 8h às 17h. Ao todo, 241 mil pessoas participarão da mobilização, que contará com 27 mil veículos - terrestres, marítimos e fluviais. Foram investidos R$ 162 milhões para a compra de 21 milhões de doses da vacina e montagem da infraestrutura da campanha.
Vírus - Mesmo quem tomou a vacina no ano passado deve procurar o posto de saúde. A cada ano há uma mudança no padrão dos vírus que circula no País. Por isso, a vacina desse ano é diferente da aplicada no ano passado. Entre a população com 60 anos ou mais, estudos demonstram que a vacinação pode reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade global. Com a vacina, temos um impacto muito grande na qualidade de vida das pessoas e na redução das complicações da gripe, como pneumonia, sinusite e problemas respiratórios.
Cenário - Desde o início da imunização, em 1999, tem sido constatada uma redução importante de casos de influenza entre os idosos, principalmente para as regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Até 2007, a meta mínima para cobertura vacinal estabelecida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI) era de 70% da população alvo. Em 2008, foi ampliada para 80%. Nesses últimos dez anos, as coberturas vacinais têm superado as metas estimadas. Em 2008, mais de 14 milhões de idosos foram imunizados, o que representa uma cobertura de 87% da população, superando a meta estabelecida. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, em duas décadas, o Brasil será o sexto país do mundo em número de idosos, o que requer políticas públicas específicas que garantam um envelhecer saudável. As causas de morte nessa população, tanto em países desenvolvidos como em desenvolvimento, seguem um mesmo padrão: redução gradual das doenças infecciosas e aumento das crônicas e degenerativas, em especial as cardiovasculares e respiratórias.
Quem pode se vacinar - Todas as pessoas com 60 anos ou mais e a população indígena (acima de seis meses de vida). A Campanha Nacional de Vacinação será realizada no período de 25 de abril a 8 de maio.
Contraindicações - Não deve tomar a vacina quem tem alergia à proteína do ovo. Pessoas com deficiência na produção de anticorpos (seja por problemas genéticos, imunodeficiência ou terapia imunossupressora) devem primeiro consultar o médico.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Porque Dilma não é rio-grandina?
A base do governo na Câmara Municipal vetou na última segunda-feira o projeto-de-lei proposto pelos parlamantares petistas de Rio Grande Alexandre Lindenmeyer, Cláudio Costa e Luiz Francisco Spotorno, que previa a concessão do título de cidadã rio-grandina à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Dos 12 vereadores que se encontravam em plenário, sete foram favoráveis. No entanto, para ser aprovado o projeto necessita da maioria absoluta, o que representa neste cenário nove votos. Na ocasião, os representantes da Frente Popular expuseram diversas explicações as quais fundamentam a criação do projeto. Afinal, foi através da gaúcha Dilma Rousseff que a Metade Sul voltou a vislumbrar novos horizontes, através da implantação do polo naval em Rio Grande. Causou-me estranheza o fato, uma vez que o prefeito Fábio Branco - em seu discurso ao lado da governadora Yeda Crusius, durante solenidade oficial da Festa do Mar 2009 - afirmou que o município era capaz, porém nunca havia tido oportunidade. Isso nada mais prova que o atual governo federal apostou e acreditou na mais antiga cidade gaúcha, e em grande parte dá-se pelo trabalho da ministra-chefe da Casa Civil.
Entretanto, os vereadores não parecem estar dispostos a assumir o que até o chefe do Executivo já admitiu: a ascensão de Rio Grande deu-se graças as políticas públicas do governo Lula, que tem Dilma como uma das grandes figuras articuladoras do projeto. E não é só a indústria naval que deve ser ressaltada. As obras do PAC - para a construção de habitações aos moradores atingidos pela expansão portuária; e a retomada do funcionamento da Refinaria Riograndense, antiga Ipiranga, também foram assuntos defendidos por Dilma. Para os parlamentares da Frente Popular, a ministra-chefe representa uma mudança de rumo na nossa cidade. Além disso, tem um compromisso com o Rio Grande do Sul, e principalmente com Rio Grande. "Sua intervenção na reabertura da nossa refinaria auxiliou de forma expressiva na economia de município, com o aumento dos empregos e a contribuição no ICMS da cidade", lembrou o parlamentar Lindenmeyer durante a sessão. Dilma Roussef já foi condecorada com a Ordem de Silva Paes, grau de Grã-Cruz, durante cerimônia em comemoração aos 272 anos de Rio Grande. No entanto, após ter colhido os frutos, parece que os vereadores não se interessam mais em ressaltar a importância da ministra para a cidade. Mas não se preocupem, caso Dilma chegue à presidência não fará como a paulista que está terminando com a democracia e o trabalho público no Palácio Piratini. Dilma tem conhecimentos técnicos e experiência suficientes para comandar um país, exemplificado na prática em Rio Grande. O que nos deixa mais perplexos é que grande parte dos vereadores dos partidos da situação que negam o titulo de cidadã riograndina a Dilma, ao longo dos tempos, vem apresentando as mais diversas solicitações de títulos a ilustres desconhecidos e/ou sem o menor vínculo com Rio Grande.
E antes de encerrar, publico as palavras do então prefeito Janir Branco sobre a homenagem a Roberto Dieckmann, responsável pelo projeto do dique seco (viabilizado pelo governo federal de Dilma Roussef. "(...) indiscutivelmente, Roberto Dieckmann foi um dos grandes artífices para que a construção naval tivesse êxito no município”. No texto encontrado no arquivo do site da Prefeitura Municipal, ele lembrou que em determinado momento - quando o Estaleiro Rio Grande foi classificado no grupo B da licitação da Petrobras, possibilitando apenas a construção de pequenas embarcações, inviabilizando o projeto - Dieckmann “teve a sensibilidade para entrar na licitação do dique seco. Com muito trabalho, dedicação e competência acabou sendo vencedor e tornou nosso sonho em realidade”. Pergunta: Porque o sonho não tornou-se realidade durante a gestão do PSDB, partido que atualmente rege o porto do Rio Grande, órgão para o qual Janir Branco trabalha? Nada mais justo do que oferecer o título à Dilma Roussef, muito mais responsável em colocar Rio Grande na rota dos empreendimentos navais. Até porque, não fosse o governo federal, Dieckmann também não teria oportunidade de fazer projeto para Rio Grande.
Dos 12 vereadores que se encontravam em plenário, sete foram favoráveis. No entanto, para ser aprovado o projeto necessita da maioria absoluta, o que representa neste cenário nove votos. Na ocasião, os representantes da Frente Popular expuseram diversas explicações as quais fundamentam a criação do projeto. Afinal, foi através da gaúcha Dilma Rousseff que a Metade Sul voltou a vislumbrar novos horizontes, através da implantação do polo naval em Rio Grande. Causou-me estranheza o fato, uma vez que o prefeito Fábio Branco - em seu discurso ao lado da governadora Yeda Crusius, durante solenidade oficial da Festa do Mar 2009 - afirmou que o município era capaz, porém nunca havia tido oportunidade. Isso nada mais prova que o atual governo federal apostou e acreditou na mais antiga cidade gaúcha, e em grande parte dá-se pelo trabalho da ministra-chefe da Casa Civil.
Entretanto, os vereadores não parecem estar dispostos a assumir o que até o chefe do Executivo já admitiu: a ascensão de Rio Grande deu-se graças as políticas públicas do governo Lula, que tem Dilma como uma das grandes figuras articuladoras do projeto. E não é só a indústria naval que deve ser ressaltada. As obras do PAC - para a construção de habitações aos moradores atingidos pela expansão portuária; e a retomada do funcionamento da Refinaria Riograndense, antiga Ipiranga, também foram assuntos defendidos por Dilma. Para os parlamentares da Frente Popular, a ministra-chefe representa uma mudança de rumo na nossa cidade. Além disso, tem um compromisso com o Rio Grande do Sul, e principalmente com Rio Grande. "Sua intervenção na reabertura da nossa refinaria auxiliou de forma expressiva na economia de município, com o aumento dos empregos e a contribuição no ICMS da cidade", lembrou o parlamentar Lindenmeyer durante a sessão. Dilma Roussef já foi condecorada com a Ordem de Silva Paes, grau de Grã-Cruz, durante cerimônia em comemoração aos 272 anos de Rio Grande. No entanto, após ter colhido os frutos, parece que os vereadores não se interessam mais em ressaltar a importância da ministra para a cidade. Mas não se preocupem, caso Dilma chegue à presidência não fará como a paulista que está terminando com a democracia e o trabalho público no Palácio Piratini. Dilma tem conhecimentos técnicos e experiência suficientes para comandar um país, exemplificado na prática em Rio Grande. O que nos deixa mais perplexos é que grande parte dos vereadores dos partidos da situação que negam o titulo de cidadã riograndina a Dilma, ao longo dos tempos, vem apresentando as mais diversas solicitações de títulos a ilustres desconhecidos e/ou sem o menor vínculo com Rio Grande.
E antes de encerrar, publico as palavras do então prefeito Janir Branco sobre a homenagem a Roberto Dieckmann, responsável pelo projeto do dique seco (viabilizado pelo governo federal de Dilma Roussef. "(...) indiscutivelmente, Roberto Dieckmann foi um dos grandes artífices para que a construção naval tivesse êxito no município”. No texto encontrado no arquivo do site da Prefeitura Municipal, ele lembrou que em determinado momento - quando o Estaleiro Rio Grande foi classificado no grupo B da licitação da Petrobras, possibilitando apenas a construção de pequenas embarcações, inviabilizando o projeto - Dieckmann “teve a sensibilidade para entrar na licitação do dique seco. Com muito trabalho, dedicação e competência acabou sendo vencedor e tornou nosso sonho em realidade”. Pergunta: Porque o sonho não tornou-se realidade durante a gestão do PSDB, partido que atualmente rege o porto do Rio Grande, órgão para o qual Janir Branco trabalha? Nada mais justo do que oferecer o título à Dilma Roussef, muito mais responsável em colocar Rio Grande na rota dos empreendimentos navais. Até porque, não fosse o governo federal, Dieckmann também não teria oportunidade de fazer projeto para Rio Grande.
sábado, 18 de abril de 2009
SAÚDE: é preciso agir para melhorar
O agente de saúde desempenha um papel fundamental entre as famílias, principalmente, de baixa renda de um município. É através dele que muitas pessoas ficam sabendo quando os médicos se encontram nas unidades básicas de Saúde, ou quando serão atendidos por especialistas. Também cabe a ele, monitorar o crescimento dos bebês e crianças de uma cidade. O agente de saúde é o elo entre a comunidade e os demais profissionais do serviço público de saúde. Isso porque alguns moradores dos bairros têm dificuldade em chegar até o pronto-socorro do hospital. Assim, a prevenção se faz mais do que importante, se faz necessária. O contato direto entre o agente e o paciente, oportuniza um acompanhamento mais específico, facilitando o compreendimento do problema por parte do médico.Entretanto, esse profissional nem sempre é valorizado.
Em Rio Grande, por exemplo, os cerca de 150 servidores precisam enfrentar, diariamente, diversos problemas que refletem no atendimento ao paciente rio-grandino. A falta de investimento em materiais e equipamentos - desde os mais simples como a bolsa para carregar informativos, os uniformes e até as balanças para pesagem - desanimam os agentes de saúde, os quais já contam com um salário que, segundo eles, não garante o sustento da família do servidor municipal.
Em assembleia geral na semana passada, a categoria optou por decretar greve a partir da próxima quarta-feira, 22, pois algumas reivindicações dos agentes ainda não foram atendidas pela Prefeitura Municipal. Entre as solicitações, estão o pagamento de insalubridade, gratificação, e investimentos em estrutura. De acordo com os agentes, o governo federal repassa mensalmente mais de R$ 500, referente a cada agente. "A contrapartida do Executivo não pode ser a contratação do agente, mas o investimento em estrutura para atender as necessidades da comunidade", argumentam os grevistas, que requerem parte do recurso federal.Atualmente, Rio Grande possui 164 agentes de saúde que trabalham em diversos bairros da cidade. Diariamente, atendem milhares de famílias, prestando esclarecimentos sobre doenças que nem sempre são consideradas pelos cidadãos. É através da prevenção e promoção à saúde, que os agentes prestam informações e esclarecem os pacientes, evitando possíveis doenças. Além disso, os auxiliam no confrontamento de diagnósticos como a hipertensão, doenças mentais e dependência química. O agente de saúde auxilia ainda no monitoramento das famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. "A partir dessa semana, os agentes irão visitar os moradores para explicar as causas da paralisação", fala o agente Alan Xavier. Ele ressalta a necessidade de os moradores dos bairros estarem atentos para possíveis mudanças no atendimento à saúde. "Muitos agentes informam sobre a marcação de consultas, indo à casa dos pacientes, pois nem todas as famílias têm telefone. Além disso, a comunidade deve estar atenta às datas de pesagem das crianças cadastradas pelo governo federal", declara.
Na última segunda-feira, 13, cerca de 100 agentes de saúde paralisaram por 24 horas, quando promoveram uma passeata no centro da cidade, até a Prefeitura Municipal. Eles reivindicam melhores condições salariais e de trabalho. O Executivo pagou a diferença referente ao salário mínimo, dívida que havia vencido no último dia 9. Mesmo com o pagamento, os agentes vão paralisar pois reclamam ainda a falta de transporte, equipamentos, uniforme, além de pagamento de insalubridade e gratificação.
Em Rio Grande, por exemplo, os cerca de 150 servidores precisam enfrentar, diariamente, diversos problemas que refletem no atendimento ao paciente rio-grandino. A falta de investimento em materiais e equipamentos - desde os mais simples como a bolsa para carregar informativos, os uniformes e até as balanças para pesagem - desanimam os agentes de saúde, os quais já contam com um salário que, segundo eles, não garante o sustento da família do servidor municipal.
Em assembleia geral na semana passada, a categoria optou por decretar greve a partir da próxima quarta-feira, 22, pois algumas reivindicações dos agentes ainda não foram atendidas pela Prefeitura Municipal. Entre as solicitações, estão o pagamento de insalubridade, gratificação, e investimentos em estrutura. De acordo com os agentes, o governo federal repassa mensalmente mais de R$ 500, referente a cada agente. "A contrapartida do Executivo não pode ser a contratação do agente, mas o investimento em estrutura para atender as necessidades da comunidade", argumentam os grevistas, que requerem parte do recurso federal.Atualmente, Rio Grande possui 164 agentes de saúde que trabalham em diversos bairros da cidade. Diariamente, atendem milhares de famílias, prestando esclarecimentos sobre doenças que nem sempre são consideradas pelos cidadãos. É através da prevenção e promoção à saúde, que os agentes prestam informações e esclarecem os pacientes, evitando possíveis doenças. Além disso, os auxiliam no confrontamento de diagnósticos como a hipertensão, doenças mentais e dependência química. O agente de saúde auxilia ainda no monitoramento das famílias beneficiadas pelo Programa Bolsa Família. "A partir dessa semana, os agentes irão visitar os moradores para explicar as causas da paralisação", fala o agente Alan Xavier. Ele ressalta a necessidade de os moradores dos bairros estarem atentos para possíveis mudanças no atendimento à saúde. "Muitos agentes informam sobre a marcação de consultas, indo à casa dos pacientes, pois nem todas as famílias têm telefone. Além disso, a comunidade deve estar atenta às datas de pesagem das crianças cadastradas pelo governo federal", declara.
Na última segunda-feira, 13, cerca de 100 agentes de saúde paralisaram por 24 horas, quando promoveram uma passeata no centro da cidade, até a Prefeitura Municipal. Eles reivindicam melhores condições salariais e de trabalho. O Executivo pagou a diferença referente ao salário mínimo, dívida que havia vencido no último dia 9. Mesmo com o pagamento, os agentes vão paralisar pois reclamam ainda a falta de transporte, equipamentos, uniforme, além de pagamento de insalubridade e gratificação.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
MP ingressa com 22 ações contra postos de combustíveis de RG
O preço da gasolina vendida em Rio Grande sempre chamou a atenção da sociedade por ser muito superior em relação a outras cidades. No entanto, até hoje ninguém havia feito uma discussão mais ampla e efetiva sobre o assunto. Assim como o serviço de transporte coletivo no Município, uma minoria possui boa parte do mercado de combustíveis. Ano passado, alguns tradicionais estabelecimentos foram adquiridos por aqueles que detém a maioria dos postos.
Mas parece que esse cartel de poucas empresas terá que reduzir seus preços, desafogando um pouco o preço do consumidor. Através de uma denúncia da Delegacia Regional Maçônica, o Ministério Público Estadual entrou com 22 ações públicas contra postos de combustíveis da cidade, referente a ampla média margem de lucro registrada em Rio Grande.
A ação aponta para o preço abusivo cobrado pelos postos de combustíveis. De acordo com o documento, a margem de lucro bruta dos estabelecimentos comerciais chega a quase 30%, com média de 22,5%. O estudo refere-se à gasolina. A intenção, através da liminar, é que a margem seja reduzida e não ultrapasse 16,2%. Ao todo foram ingressadas 22 ações a diferentes postos da cidade.
Para chegar a tal porcentagem, a promotoria especializada de Rio Grande realizou um estudo econômico com abastecedoras localizadas no perímetro urbano. O estudo foi realizado em 2008, ocasião em que os preços da gasolina comum foi comparado ao de outras cidades gaúchas.
A denúncia partiu da Delegacia Regional Maçônica. Liminar solicita indenização à comunidade, através de um fundo para a construção de bens que atendem a comunidade em geral. Além disso, o estabelecimento que descumprir a ação - caso seja deferida pelos juízes - terá que pagar multa de R$ 10 mil por cada vez que o percentual referente à margem de lucro não for respeitado.
Mas parece que esse cartel de poucas empresas terá que reduzir seus preços, desafogando um pouco o preço do consumidor. Através de uma denúncia da Delegacia Regional Maçônica, o Ministério Público Estadual entrou com 22 ações públicas contra postos de combustíveis da cidade, referente a ampla média margem de lucro registrada em Rio Grande.
A ação aponta para o preço abusivo cobrado pelos postos de combustíveis. De acordo com o documento, a margem de lucro bruta dos estabelecimentos comerciais chega a quase 30%, com média de 22,5%. O estudo refere-se à gasolina. A intenção, através da liminar, é que a margem seja reduzida e não ultrapasse 16,2%. Ao todo foram ingressadas 22 ações a diferentes postos da cidade.
Para chegar a tal porcentagem, a promotoria especializada de Rio Grande realizou um estudo econômico com abastecedoras localizadas no perímetro urbano. O estudo foi realizado em 2008, ocasião em que os preços da gasolina comum foi comparado ao de outras cidades gaúchas.
A denúncia partiu da Delegacia Regional Maçônica. Liminar solicita indenização à comunidade, através de um fundo para a construção de bens que atendem a comunidade em geral. Além disso, o estabelecimento que descumprir a ação - caso seja deferida pelos juízes - terá que pagar multa de R$ 10 mil por cada vez que o percentual referente à margem de lucro não for respeitado.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
MST relembra Massacre de Eldorado dos Carajás
Cerca de duzentas famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) invadiram na madrugada desta quarta-feira (15) uma propriedade no interior de Canguçu, na localidade da Armada - 5º Distrito.
Segundo os integrantes do movimento, a fazendo São João da Armada foi declarada improdutiva em 2007 e fica em frente ao acampamento do movimento, que reivindica desapropriação da área de 1.130 hectares para reforma agrária. O ato dá início ao Abril Vermelho no Rio Grande do Sul. A Brigada Militar enviou um pelotão para o local nas primeiras horas da manhã.
A invasão da fazenda São João da Armada, que possuiu 1130 hectares faz parte das ações do movimento pela reforma agrária e para relembrar o Massacre de Eldorado dos Carajás, onde 19 sem-terra foram mortos, em 17 de abril de 1996 decorrente de uma ação policial.
Soube que a grande mídia gaúcha já foi pra lá. Canguçu, amanhã, será destaque dos principais veículos de comunicação do Estado. Cabe esperarmos para ver qual será o enfoque dado ao ato, que tem como objetivo homenagear e ressaltar a luta daqueles trabalhadores rurais mortos há mais de dez anos.
Segundo os integrantes do movimento, a fazendo São João da Armada foi declarada improdutiva em 2007 e fica em frente ao acampamento do movimento, que reivindica desapropriação da área de 1.130 hectares para reforma agrária. O ato dá início ao Abril Vermelho no Rio Grande do Sul. A Brigada Militar enviou um pelotão para o local nas primeiras horas da manhã.
A invasão da fazenda São João da Armada, que possuiu 1130 hectares faz parte das ações do movimento pela reforma agrária e para relembrar o Massacre de Eldorado dos Carajás, onde 19 sem-terra foram mortos, em 17 de abril de 1996 decorrente de uma ação policial.
Soube que a grande mídia gaúcha já foi pra lá. Canguçu, amanhã, será destaque dos principais veículos de comunicação do Estado. Cabe esperarmos para ver qual será o enfoque dado ao ato, que tem como objetivo homenagear e ressaltar a luta daqueles trabalhadores rurais mortos há mais de dez anos.
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